Bandas extremas: 10 álbuns que causaram surpresa
No decorrer dos anos bandas que faziam um som brutal e gutural
passaram por novas experiências musicais, umas com boa aceitação, outras
nem tanto. Aqui relacionei dez álbuns que representam bem tais
mudanças.
01 – INTO THE PANDEMONIUM

Para
alguns radicais foi difícil de digerir a nova banda de TOM WARRIOR que
antes se chamava HELLHAMMER e que havia mudado o nome para CELTIC FROST.
No entanto os seus três primeiros lançamentos com a nova fase
conseguiram resultados ponderados na cena Thrash Metal mundial. Então
eles resolvem arriscar mais com este trabalho de 1987. Há quem diga que a
ruína dos suíços começou daí, como também há quem defenda este álbum
como o embrião para os estilos Doom Metal e Gothic Metal por conter
elementos inusitados em suas músicas tais como violino, vocais femininos
em francês e os típicos riffs arrastados, porém o mais curioso e ousado
são suas partes eletrônicas.
02 – SHADES OF GOD

O
PARADISE LOST é uma banda que reúne muitas fases, mesmo assim é
considerado um ícone que ajudou a consolidar a cena Gothic/Doom Metal.
Este seu terceiro lançamento pode-se dizer que foi marcado por uma
sonoridade mais lapidada que seus antecessores e mostra uma grande
evolução musical, tanto na melodia quanto nos riffs mais velozes,
fazendo este ótimo disco flertar com o Thrash Metal.
03 – THE ASTRAL SLEEP

Aqui
os suecos do TIAMAT “viram a mesa” completamente depois de terem
lançado o seu debut “Sumerian Cry” que trazia um Death Metal
consistente. Nesta segunda obra os rapazes começam a explorar em demasia
recursos que vão de melodias com cordas dedilhadas a passagens
suntuosas de teclados, seus temas também não abordam mais o satanismo.
Para alguns, ótima surpresa, para outros, decepção total.
04 – THE DREAMS YOU DREAD

Os
britânicos do BENEDICTION entraram para a história como um dos grandes
nomes do Death Metal. A brutalidade tanto na instrumental vigorosa como
nos vocais guturais de seus primeiros álbuns sempre foram referência
para o estilo. Este registro de 1995 é marcado por duas transformações, a
primeira no line-up onde virtuoso baterista IAN TREACY sai de cena
dando lugar ao não menos talentoso NEIL HUTTON, e a segunda na própria
música onde encontramos uma banda mais voltada para o Trash/Death Metal
com riffs mais pesados e elaborados e as vocalizações de DAVE INGRAM
mais moderadas.
05 – ROTTING

Desde
as primeiras DTs, uma importante participação na renomada coletânea
WARFARE NOISE, e o lançamento do clássico I.N.R.I. os mineiros do
SARCÓFAGO conseguiram cravar o nome da banda na cena Black/Death Metal
mundial. Em 1989 o seu segundo registro oficial chegava com novidades:
eram apenas três integrantes que apresentara uma nova vestimenta, o som
mais trabalhado e com uma enorme carência dos blast beats de seu antigo
baterista D. D. Crazy. No entanto o álbum teve uma valorosa atenção.
06 – SYMPHONY MASSES: HO DRAKON HO MEGAS

Desde o segundo álbum do
THERION
as coisas já vinham se encaminhando para o que a banda representa hoje.
Com este terceiro lançamento dá-se início completamente ao seu processo
de mutação. O Death Metal praticado em seu debut “Of Darkness...” não
está mais presente, dando lugar a uma sonoridade mais para o Metal
Tradicional, música clássica e árabe, porém algumas canções ainda contém
vocais guturais.
07 – BENEATH THE REMAINS

A banda já não executava mais aquele Death Metal tosco dos primeiros trabalhos, e desde o álbum “ Schizophrenia” o
SEPULTURA
já vinha investindo em outra sonoridade, portanto o grande “Boom”
surgiu com esta bolacha de 1989 trazendo uma produção mais apurada e
riffs matadores que os consolidaram de vez no cenário Thrash Metal.
08 – NECROTICISM – DESCANTING THE INSALUBRIOUS

Mestres
do Splatter, o CARCASS causou muita náusea em seu primeiro registro, o
podre “Reek of Putrefaction”. Em Symphonies of Sickness deram uma
desacelerada no seu ritmo Grindcore e melhoraram mais a produção, mais
foi neste terceiro disco que eles definitivamente deram outro rumo a sua
sonoridade, se superando nas mixagens, riffs pesados e músicas mais
longas.
09 – WOLVERINE BLUES

Depois
de duas grandes obras do Death Metal, “Left Hand Path” e “Clandestine”,
o ENTOMBED resolve inovar suas composições para um estilo mais stoner e
promovem um chamado “Death ‘n’ Roll” com o lançamento deste petardo,
assim a banda torna-se criadora dessa nova vertente.
10 – HARMONY CORRUPTION

Devido
aos dois primeiros álbuns do NAPALM DEATH a banda ficou conhecida como
“os pais do Grindcore”, mas neste terceiro lançamento junto com uma
significante mudança de formação, fez o grupo transformar a sua música
para um clássico Death Metal , porém a composição das letras e o antigo
título os acompanha até hoje.
Bem,
guerreiros Headbangers, observamos que nesta lista existe um presença
nítida de artistas britânicos e suecos, mas isso é apenas uma questão de
escolha minha para comentar. O importante é que cada uma dessas bandas
deram ou dão importantes contribuições para manter acesa a chama do
Metal. Fica aberto então, o espaço para mais sugestões e complementos.